terça-feira, 11 de junho de 2013

Veículo – Xampu com Gel de Natrosol

- terça-feira, 11 de junho de 2013

http://sobitie.com.ua/sites/default/files/imagecache/page/images/shampoobottles1.jpgXampu (Shampoo) base desenvolvido para a incorporação de princípios ativos farmacêuticos. Possue tensoativos de caráter aniônico e não-iônico, sendo portando contra-indicado para produtos de caráter catiônico.

Veículo ideal para xampu anti-queda, com Tintura de L.C.D. (Liquor Carbonis Detergens) e com alto teor de extratos e tinturas.


Fórmula
Shampoo para Cabelos Normais com Gel de Natrosol
Ordem Componentes Quantidade Função
Forma Cosmética Xampu
1 Lauril Sulfato de Trietanolamina 30,0 g Tensoativo Aniônico
2 Dietanolamina de Ácidos Graxos de Coco 3,0 g Tensoativo Nâo-Iônico
3 Nipagim 0,15 g Agente Conservante
4 Edta Na2 0,1 g Agente Sequestrante
5 Ácido Cítrico  a 10 % ......... q.s. pH 6,5 a 7,0 Corretor de pH
6 Gel de Natrosol a 2% 35,0 g Agente de Viscosidade
7 Água Destilada ......................q.s.p. .... 100,0 g Veículo
 
Orientações para o preparo (F.S.A.)
1 Em um béquer dispersar o Nipagim e o Edta em q.s. de Água a 70º C (20 mL).
2 Em um cálice pesar o Gel de Natrosol e sobre este adicionar o conteúdo do béquer.
3 Adicionar o Lauril sulfato de trietanolamina pouco a pouco, e após a Dietanolamina.
4 Corrigir o pH e completar o q.s.p. com água destilada.
Notas Veículo para xamús com alta viscosidade - Tipo Gel


Indicações
1 Para shampoos com alto teor de tinturas e extratos, anti-queda e de LCD
2 Produto indicado para lavagem de cabelos e couro cabeludo. Veículo base para incorporação de princípios ativos medicamentosos.

Advertências
1 Manter em ambiente com temperatura e umidade controlada, em embalagem bem fechada.
2 Utilizar em 30 dias.


Referência: do próprio autor - formulações realizadas em aulas práticas.

Recomendamos que todas as formulações sejam amplamente testadas antes de qualquer comercialização.
As formulações são apenas orientativas, necessitando de um profissional qualificado para prepara-las de acordo com as BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO FARMACÊUTICA

Imagens/Fonte: Google
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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Calculo do HLB Requerido pela Emulsão

- quinta-feira, 6 de junho de 2013

A divisão de um líquido imiscível em outro na forma de pequenos glóbulos provoca a formação de um sistema disperso, no qual os glóbulos representarão à fase interna, descontínua ou dispersa (“dispersum”). http://3.bp.blogspot.com/_XBKBCA6_v7Y/TAJM3NrWTyI/AAAAAAAAAYY/SdzKNk8ldIA/s1600/cosmeticos3.jpgA fase externa, contínua ou dispersante (“dispergens”) será representada pelo líquido que envolve as gotículas. Assim o processo de emulsificação é baseado na extensão de um líquido sobre o outro, ou seja, da extensão da fase externa sobre a fase interna. Podemos então concluir que os produtos emulsionados são dispersões coloidais ou suspensões de um líquido imiscível em outro.

Segundo Prista a emulsão “é um sistema heterogêneo constituído por gotículas de um líquido disseminadas no seio de outro com ele imiscível”. Outro conceito que segundo alguns autores é o mais preciso e descreve coerentemente o que venha ser uma emulsão é o conceito de Becker que considera uma emulsão “um sistema heterogêneo constituído, pelo menos, por um líquido imiscível intimamente disperso num outro líquido sob a forma de gotículas, cujo diâmetro, em geral, excede 0,1 m (10-8 cm).

Tais sistemas apresentam um mínimo de estabilidade, a qual pode ser aumentada pela adição de certas substâncias, como agentes tensoativos, sólidos finamente divididos, etc.”.

As emulsões são formadas por duas fases distintas e imiscíveis. Uma de caráter hidrofílico (polar ou semipolar) e outra lipofílico (apolar). A fase hidrofílica é composta basicamente de água e produtos nela dispersíveis e a fase lipofílica é composta por óleos vegetais, animais e minerais, gorduras, ceras e outras substâncias lipossolúveis.

As possibilidades de interações das duas fases imiscíveis irão traduzir no tipo de emulsão formada. Assim poderemos ter a fase hidrofílica dispersa na lipofílica ou vice-versa.

A fase hidrofílica normalmente é representada por A (água) ou W (Walter). ). A fase lipofílica por O (óleo ou oil), F (feet) ou L (lipídeos). Assim poderemos ter vários tipos de emulsão, desde emulsões simples até emulsões múltiplas.

Em 1949, Griffin (William Colvin Griffin) postulou que: "Os emulsificantes consistem de uma molécula combinando grupos hidrofílicos(Hydrophilic) e lipofílicos (Lipophilic) e o equilíbrio entre o tamanho e intensidade desses dois grupos opostos que chamamos de HLB (Hydrophilic-lipophilic balance). Para maior comodidade, atribuiu um valor numérico para o equilíbrio desses grupos de forma adimensional”. Para cada produto da fase oleosa existe um valor de HLB que atinge a máxima estabilidade da emulsão (HLB Requerido).

A mistura de tensoativo (surfactantes), ou a mistura dos componentes da fase oleosa são propriedades aditivas que dependem da fração de massa(f) de cada componente.

. No sistema, uma escala numérica adimensional de valores entre 1 e 20 é usada para descrever a natureza do agente tensoativo, sendo que os valores de HLB aumentam de acordo com a hidrofilia da molécula.

O equilíbrio hidrófilo-lipófilo de um tensoativo é uma propriedade importante no processo de emulsificação, posto que determina o tipo de emulsão que deseja a produzir. Agentes emulsivos (tensoativos) de HLB baixo tendem a formar emulsões água/óleo(O/A), ao passo que aqueles com HLB alto formam emulsões óleo/água(O/A). O Sistema HLB permite fazer uma previsão do comportamento, simplificando assim o trabalho de seleção do tensoativo. A mistura de tensoativos produz emulsões mais estáveis do ponto de vista termodinâmico do que a utilização de um único tensoativo.

Agora vamos ver como calcular o HLB Requerido – pelo componente oleoso – e o HLB da mistura de tensoativos.

As etapas envolvidas na escolha do sistema tensoativo “ideal”são:

a) Determinar o tipo de emulsão A/O ou O/A, pelos componentes da fase oleosa da emulsão.

b) Calcular a proporção de cada componente na fase oleosa;

c) Multiplicar o valor obtido pelo respectivo HLB Requerido – Tabelado;

d) Somar todos os valores e determinar qual é o HLB Requerido pela Emulsão

e) Escolher dentre os tensoativos disponíveis aqueles que mais se adequam ao valor do HLB requerido pela Emulsão. Quando se trabalha com dois tensoativos, obviamente um deverá apresentar valor superior e outro inferior ao valor do HLB Requerido pela emulsão. Normalmente se utiliza valores que estejam imediatamente superior e inferior ao determinado.





Cálculo do EHL Requerido pela
fase Oleosa da Emulsão (O/A)
Substância Qantidade HLB Requerido HLB Requerido
na Emulsão
g
g
g
g
g
g
g
g
g
g
 
Resultados
Quantidade de fase Oleosa:
HLB da Emulsão:
Para um novo Cálculo Atualizar a página



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terça-feira, 28 de maio de 2013

Incorporação de Princípios ativos em bases dermocosméticas e Farmacêuticas

- terça-feira, 28 de maio de 2013

http://www.farmavitae.com.br/files/all/images/Illust%201.jpgNa Farmácia de Manipulação um dos processos executados com maior freqüência é a incorporação (aditivação) de ativos em “Bases Dermocosméticas” com o intuito de agilizar e reduzir o tempo necessário para a preparação de produtos magistrais/oficinais.

A utilização de “Bases Dermocosméticas” torna a manipulação mais conveniente e eficiente, permitindo a padronização das formulações na farmácia, facilitando a escolha correta do veículo/excipiente a ser utilizado para um determinado ativo.

A “Base Dermocosmética” pode ser constituída de uma única substância ou por um conjunto delas, sendo preparações destinadas à aplicação externa devendo ser compatíveis com a pele e seus anexos. A “Base Dermocosmética” poderá apresentar-se como uma solução, suspensão, produtos emulsionados, pomada ou pó. Assim poderemos ter “Bases Dermocosméticas” constituídas apenas de um único componente (ex.: Vaselina Sólida) até múltiplos componentes como nos cremes e emulsões. Desta forma as “Bases Dermocosméticas” poderão ser sólidas, semi-sólidas ou líquidas, variando desta forma como ocorrerá a incorporação (aditivação).

A escolha da base a utilizar depende de vários fatores como o local de aplicação, compatibilidade com os ativos, desordem cutânea e com a aceitação do paciente, entre outros.

Neste momento iremos nos preocupar somente com a compatibilidade com os ativos; desta forma o primeiro fator a observar é a natureza física do principio ativo. Se ele é sólido, líquido, semi-sólido, solúvel, dispersível ou insolúvel na base escolhida. O segundo fator é se existe a necessidade da adição de coadjuvantes técnicos para facilitar a incorporação (aditivação).

Resumidamente, a incorporação deverá levar em consideração a natureza física da base dermatológica e dos ativos e a necessidade da adição de coadjuvantes para facilitar a dispersão, a concentração e a estabilidade do principio ativo e da base.

Primeiro, analisamos a adição de ativos em bases dermocosméticas semi-sólidas.

Como exemplos de bases dermocosméticas semi-sólidas podemos citar as pomadas propriamente ditas, os géis, os cremes. Inicialmente devemos avaliar a compatibilidade e a solubilidade do ativo na base dermocosmética, assim sendo;

·

Para Ativos Sólidos em Base Semi-sólida:

1. Quanto maior o grau de divisão de um sólido maior será a sua solubilidade;

2. Quando se tratar de ativo insolúvel ou parcialmente solúvel este deverá ser dividido o mais finamente possível em um almofariz para depois ser incorporado à base;

3. Se o ativo for facilmente solúvel, podemos, solubilizar inicialmente em um co-solvente apropriado, o qual poderá ser uma parte da base fundida (caso das pomadas), ou outro facilmente incorporável na base e após adicionar à base.

4. Se o ativo for solúvel e a quantidade de co-solvente para solubilizar for muito grande devemos escolher o que melhor se adapta a base e após, molhar com uma pequena quantidade, formando uma “pasta” para depois incorporá-lo a base.

5. Se o ativo for insolúvel este deverá ser finamente pulverizado e depois “molhado” com um agente molhante apropriado até formar uma pasta a qual depois é incorporada a base.

6. Na Prática:

a. Em um gral, adicionar o(s) pó(s) um a um, homogeneizando por trituração até a tenuidade desejada;

b. Molhar ou solubilizar os pó(s);

c. Adicionar q.s. da base (± 50%) e homogeneizar;

d. Adicionar o restante da base e homogeneizar (Obs: Incorporar a Base em Progressão Geométrica).

·

Para Ativos Líquidos em Base Semi-sólida:

1. Se o ativo for facilmente solúvel, podemos incorporá-lo diretamente na base.

2. Se o ativo for insolúvel, adicionar um agente solubilizante (Tween® ou PEG 400, para bases hidrofílicas e Span®, para bases lipofílicas), na menor quantidade possível e após incorporar na base.

3. Na Prática:

a. Em um gral adicionar q.s da base (± 50%);

b. Incorporar o ativo líquido (puro ou com o agente solubilizante) um a um, homogeneizando a cada adição;

c. Adicionar o restante da base e homogeneizar (Obs: Incorporar a Base em Progressão Geométrica).

 

· Para Ativos Sólidos e Líquidos em Base Semi-sólida:

1. Fazer as análises tanto do sólido e do líquido antes da incorporação.

2. Na Prática:

a. Em um gral, adicionar o(s) pó(s) um a um, homogeneizando por trituração até a tenuidade desejada;

b. Molhar ou solubilizar os pó(s);

c. Adicionar q.s. da base (± 50%) e homogeneizar;

d. Incorporar o ativo líquido (puro ou com o agente solubilizante) um a um, homogeneizando a cada adição;

e. Adicionar o restante da base e homogeneizar (Obs: Incorporar a Base em Progressão Geométrica).

 

Em segundo, analisamos a adição de ativos em bases dermocosméticas e farmacêuticas Líquidas.

Como exemplos de bases dermocosméticas e farmacêuticas Líquidas podemos citar as soluções (Xaropes, Elixires, Alcoóleos, Hidróleos), Emulsões (Leite, Loções, Loções Cremosas) e as Suspensões (Orais e Tópicas).

 

Para Ativos Sólidos Solúveis em Base Líquida:

1. Quanto maior o grau de divisão de um sólido mais fácil será a sua solubilização;

2. Se o ativo for facilmente solúvel, podemos, solubilizar inicialmente em um co-solvente apropriado, o qual poderá ser uma parte da base ou outro facilmente incorporável na base e após adicioná-lo à base.

3. Na Prática:

a. Solubilizar os pós um a um com o co-solvente apropriado, no próprio cálice;

b. Adicionar q.s. da base até a metade da quantidade prescrita (± 50%) e homogeneizar;

c. Adicionar o restante da base e homogeneizar (Obs: Incorporar a Base em Progressão Geométrica).

d. Filtrar se necessário.

4. Se o ativo for facilmente solúvel, porém apresentar-se com baixa tenuidade, devemos em primeiro lugar, dividi-lo finamente em um gral, e após solubilizar em um co-solvente apropriado, o qual poderá ser uma parte da base ou outro facilmente incorporável na base e após adicioná-lo à base.

5. Na Prática:

a. Em um gral, adicionar o(s) pó(s) um a um, triturando até a tenuidade desejada;

b. Solubilizá-los como o co-solvente apropriado;

c. Transferir o conteúdo do gral para o cálice, ou recipiente apropriado, lavando por 3 vezes, com a base;

d. Adicionar q.s. da base até a quantidade da metade da quantidade prescrita (± 50%) e homogeneizar;

e. Adicionar o restante da base e homogeneizar (Obs: Incorporar a Base em Progressão Geométrica). Caso seja necessário Filtrar.

Para Ativos Sólidos insolúveis ou parcialmente solúveis em Base Líquida:

1. Se o ativo for insolúvel ou parcialmente solúvel, devemos em primeiro lugar, dividi-lo até a tenuidade desejada em um gral, após molhar com um agente molhante apropriado, o qual poderá ser uma parte da base ou outro facilmente incorporável na base e após adicioná-lo à base.

2. Na Prática:

a. Em um gral, adicionar o(s) pó(s) um a um, triturando até a tenuidade desejada;

b. Molhar com o agente molhante apropriado;

c. Transferir o conteúdo do gral para o cálice, ou recipiente apropriado, lavando por 3 vezes, com a base;

d. Adicionar a base até a metade da quantidade prescrita (± 50%) e homogeneizar;

e. Adicionar o restante da base e homogeneizar. (Incorporar a Base em Progressão Geométrica).

Para Ativos Líquidos em Base Líquida:

1. Se o ativo líquido, for facilmente miscível com a base, adicionar diretamente sobre parte da base, para facilitar a incorporação.

2. na Prática:

a. Em um recipiente apropriado (ex.: Cálice), adicionar a base até a metade da quantidade Prescrita (± 50%);

b. Adicionar os ativos líquidos, um a um, homogeneizando a cada adição;

c. Adicionar o restante da base para completar a quantidade prescrita e homogeneizar (Obs: Incorporar a Base em Progressão Geométrica).

d. Filtrar, caso seja necessário.

3. Se o ativo líquido, for imiscível com a base, adicionar um agente solubilizante (Tween® ou PEG 400, para bases hidrofílicas e Span®, para bases lipofílicas), na menor quantidade possível e após incorporar na base.

4. Na Prática:

a. Solubilizar o ativo líquido com o agente solubilizante escolhido;

b. Se a solubilização foi realizada no gral, transferir para o cálice, lavando 3 vezes com a própria base;

c. adicionar a base até a metade da quantidade Prescrita (± 50%) e homogeneizar;

d. Adicionar o restante da base para completar a quantidade prescrita e homogeneizar (Obs: Incorporar a Base em Progressão Geométrica).

e. Filtrar, caso seja necessário.

Para Ativos Sólidos Solúveis e Líquidos Miscíveis em Base Líquida:

1. Quanto maior o grau de divisão de um sólido mais fácil será a sua solubilização;

2. Se o ativo for facilmente solúvel, podemos, solubilizar inicialmente em um co-solvente apropriado, o qual poderá ser uma parte da base ou outro facilmente incorporável na base e após adicioná-lo à base.

3. Se o ativo líquido, for facilmente miscível com a base, adicionar diretamente sobre parte da base, para facilitar a incorporação.

4. Na Prática:

a. Solubilizar os pós um a um com o co-solvente apropriado, no próprio cálice

b. Adicionar q.s. da base até a quantidade da metade da quantidade prescrita (± 50%) e homogeneizar;

c. Adicionar os ativos líquidos miscíveis;

d. Adicionar o restante da base e homogeneizar (Obs: Incorporar a Base em Progressão Geométrica).

5. Se o ativo for facilmente solúvel, porém apresentar-se com baixa tenuidade, devemos em primeiro lugar, dividi-lo finamente em um gral, e após solubilizar em um co-solvente apropriado, o qual poderá ser uma parte da base ou outro facilmente incorporável na base e após adicioná-lo à base.

6. Na Prática:

a. Em um gral, adicionar o(s) pó(s) um a um, triturando até a tenuidade desejada;

b. Solubilizá-los como o co-solvente apropriado;

c. Transferir o conteúdo do gral para o cálice, ou recipiente apropriado, lavando por 3 vezes, com a base;

d. Adicionar q.s. da base até a quantidade da metade da quantidade prescrita (± 50%) e homogeneizar;

e. Adicionar os ativos líquidos miscíveis;

f. Adicionar o restante da base e homogeneizar (Obs: Incorporar a Base em Progressão Geométrica). Caso seja necessário Filtrar.

 

Para Ativos Sólidos insolúveis ou parcialmente solúveis e líquidos imiscíveis em Base Líquida:

1. Se o ativo for insolúvel ou parcialmente solúvel, devemos em primeiro lugar, dividi-lo até a tenuidade desejada em um gral, após molhar com um agente molhante apropriado, o qual poderá ser uma parte da base ou outro facilmente incorporável na base e após adicioná-lo à base.

2. Como ativo líquido é imiscível com a base, adicionar um agente solubilizante (Tween® ou PEG 400, para bases hidrofílicas e Span®, para bases lipofílicas), na menor quantidade possível e após incorporar na base.

3. Na Prática:

a. Solubilizar o ativo líquido com o agente solubilizante escolhido, no cálice ou se a solubilização foi realizada no gral, transferir para o cálice, lavando 3 vezes com a própria base;

b. Em outro gral, adicionar o(s) pó(s) um a um, triturando até a tenuidade desejada;

c. Molhar com o agente molhante apropriado (OBS.: caso o ativo líquido possa ser usado como agente molhante, utilizá-lo, já com o solubilizante incorporado);;

d. Transferir o conteúdo do gral para o cálice, ou recipiente apropriado, lavando por 3 vezes, com a base;

e. Adicionar a base até a metade da quantidade prescrita (± 50%) e homogeneizar;

f. Adicionar o restante da base e homogeneizar. (Incorporar a Base em Progressão Geométrica).

 

 

Considerações Importantes:

1) A adição de substâncias anfifílicas favorece a solubilização/dispersão de substâncias lipossolúveis em meio aquoso e de substâncias hidrofílicas em meio oleoso;

2) A escolha do veículo, deve estar fundamentada na concentração do ativo, solubilidade, pKa, cor, viscosidade, compatibilidade, da necessidade ou não de agentes suspensores, molhantes e emulsificantes e se for de uso oral, no sabor e na necessidade de edulcorantes e flavorizantes;

3) A técnica de diluição geométrica deve ser aplicada sempre que houver uma diferença entres os constituintes da fórmula, garantindo assim uma perfeita incorporação/homogeneização;

4) A velocidade de dissolução é incrementada com a agitação manual ou mecânica;

5) Adicionar os líquidos de alta viscosidade sobre os líquidos de baixa viscosidade, com agitação constante;

6) Ao dissolver sólidos em líquidos, quanto menor for o tamanho das partículas do sólido, mais rapidamente ocorrerá à dissolução;

7) As substâncias com caráter ácido pouco solúveis em água, têm sua solubilidade aumentada quando em pH básico, pela sua conversão em sal;

8) As substâncias com caráter básico (Bases fracas: Alcalóides e Bases nitrogenadas) normalmente pouco solúveis em água, têm sua solubilidade aumentada quando em pH ácido (Acidificação do meio) , pela sua conversão em sal;

9) Em bases líquidas viscosas a velocidade de dissolução é diminuída, desta forma, dissolver os sólidos em um líquido de menor viscosidade e só depois incorporá-lo a base;

10) Na aditivação de bases contendo tensoativos (Xampus, sabonetes líquidos, loções cremosas), a homogeneização deve ser lenta, evitando a assim a incorporação de ar (aeração) e a formação de espuma;

11) Não utilizar solventes voláteis quando molhar ativos sólidos, pois este poderá evaporar e carrear cristais dos ativos com ele;

12) O aquecimento, na maioria dos casos, aumenta a solubilidade dos ativos e a sua velocidade de dissolução;

13) O processo de filtração só poderá ser executado quando preparamos soluções verdadeiras, assim sendo, quando se tratar de dispersões coloidais, suspensões ou soluções saturadas esta técnica não se aplica;

14) Quando a base for um líquido de viscosidade elevada, dissolver os ativos sólidos em um líquido mais fluido, compatível com a base, antes de incorporá-lo à base;

15) Quando for incorporar ativos sólidos insolúveis, molhar (Levigar) o sólido, com a menor quantidade possível, com a base ou outro líquido compatível com ela;

16) Quando numa solução existirem concomitantemente álcool e água (Mistura hidroalcoólica), dissolver os sólidos nos solventes que apresentam maior solubilidade (ou álcool ou água) antes da incorporação dos dois solventes;

17) Quando se tratar de produtos tópicos, e o ativo for um sólido insolúvel, este deverá ser finamente pulverizado (impalpável) e após, molhado antes de incorporar na base;

18) Retirar o bastão ou qualquer material auxiliar de dentro da vidraria onde o produto está sendo preparado, quando for completar o volume.

 

Fonte/Imagem: Google

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Veículo para Solução Oral “Sugar Free”

http://medics-review.com/wp-content/uploads/2013/02/1359218507_kashelj2.jpg

Os xaropes tradicionais à base de sacarose e as formulações magistrais preparadas com o mesmo são contraindicados para pacientes diabéticos, pois elevam a glicose no sangue. Para estes pacientes deve ser utilizado preferencialmente um xarope dietético isento de sacarose (“sugar-free”). A Fórmula abaixo é um é veículo levemente estruturado (Baixa Viscosidade) usado para soluções (Xaropes) e suspensões, com um sistema tampão (pH 4 a 5).


 

Fórmula
VEÍCULO PARA SOLUÇÃO ORAL “SUGAR FREE”
Ordem Componentes Quantidade Função
Forma Farmacêutica SOLUÇÃO - Xarope
1 Goma xantana 0,05 g Espessante
2 Glicerina Bi-destilada 10,0 mL Edulcorante e Espessante
3 Sorbitol a 70% 25,0 mL Edulcorante
4 Sacarina Sódica 0,10 g Edulcorante
5 Citrato de sódio dihidratado 2,00 g Sistema Tampão
6 Sorbato de Potássio 0,10 g Sistema Tampão
7 Metilparabeno 0,10 g Conservante
8 Água destilada ... q.s.p. ... 100,00 g Veículo
 
Orientações para o preparo (F.S.A.)
1 Adicione cerca de 30mL de água destilada em um béquer e aqueça a cerca de 50º C.
2 Utilizando um agitador magnético, polvilhe a goma xantana, e agite até completar dispersão.
3 Em um béquer separado, dissolva o citrato de sódio, sacarina sódica, o ácido cítrico, o sorbato de potássio e o metilparabeno em cerca de 50 mL de água. Se necessário aqueça um pouco para acelerar a dissolução.
4 Misture o passo 3 ao passo 2 e agite.
5

Adicione a glicerina e o sorbitol.

6 Ajustar para o volume final com água destilada.
7

Envasar em frasco de vidro âmbar.

Notas  

Embalagem e Armazenamento
1 frasco de vidro ou PET âmbar.
2 Armazenar em temperatura ambiente.


Estabilidade
1 Estabilidade aproximada: 6 meses.

Indicações
1 Veículo para soluções orais, tamponado e edulcorado (sem açúcar).
2 Veículo para Xarope para diabéticos
3 Veículo para Suspensões

Advertências
1 Manter fora do alcance de crianças.
2  



Referência:

KIBBE, A.H. Handbook of Pharmaceutical Excipients. Third Edition.Washington: American Pharmaceutical Association, 2000.

THOMPSON, J. E.. A Practical Guide to Contemporary Pharmacy Practice. 2nd edition. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins, 2004. p.21.7.

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domingo, 26 de maio de 2013

Creme de Cetoconazol a 2%

- domingo, 26 de maio de 2013

http://spd.fotolog.com/photo/13/8/102/kasss_ctba_/1156527930_f.jpgMensalmente, haverá um post sobre uma formulação específica. Esta é a primeira de outras publicações que farei de formulações orientativas para auxiliar e facilitar o trabalho de farmacêuticos magistrais e de acadêmicos de farmácia. Sugiro que sejam testadas nas suas farmácias para corroborar com a segurança e eficácia das mesmas.

O Objetivo é criar um Formulário on-line. Estou pensando em criar um blog só para as formulações. Gostaria que vocês me ajudassem na escolha, estou aberto a sugestões, para isso basta comentar que verei qual será a melhor escolha.



Fórmula
CETOCONAZOL 2%, CREME
Ordem Componentes Quantidade Função
Forma Farmacêutica Creme
Fase A (Fase Oleosa)
1 Estearato de iso-octila 15,0 g  
2 Álcool cetoestearílico/laurilsulfato de sódio 10,0 g  
3 Propilenoglicol 20,0 g  
4 Petrolato líquido 5,0 g  
5 Mistura de lauril glicosídeo, dipoli-hidroxiestearato de poliglicerila e glicerol 2,0 g  
Fase B (Fase Aquosa)
6 Água purificada .... q.s.p. ... 100,0 g  
Fase C (Fase Complementar 1)
7 Butil-hidroxitolueno 0,2 g  
8 Cetoconazol 2,0 g  
Fase D (Fase Complementar 2)
9 Solução conservante de imidazolidinilureia a 50% 0,6 g  


Orientações para o preparo (F.S.A.)
1 Em um recipiente adequado, fundir os componentes da Fase A (oleosa) a temperatura de 70 ºC. Em outro recipiente, aquecer a água (Fase B, aquosa) até atingir a temperatura de 75 ºC.
2 Verter a fase oleosa sobre a aquosa sob agitação moderada. Manter agitação até temperatura de aproximadamente 40 ºC.
3 Adicionar a Fase D.
4 Em gral de porcelana pulverizar os componentes da Fase C. Incorporar no gral uma quantidade do creme pronto até formação de uma pasta homogênea. Acrescentar o restante do creme e misturar bem.
5 Verificar o pH, que deverá estar entre 5,0 e 6,0. Se necessário ajustar o pH com solução de ácido cítrico de 25% a 50%.
Notas o cetoconazol é fotossensível. Manipular em ambiente com a menor luminosidade possível.

Embalagem e Armazenamento
1 Em recipiente opaco, perfeitamente fechado.
2 Manter sob refrigeração, ao abrigo da luz e calor.

Modo de Usar
1 Uso externo.
2 Aplicar nas áreas infectadas uma vez ao dia ou a critério médico.

Indicações Terapêuticas
1 Micoses superficiais, incluindo dermatofitoses (Tinea comporis, Tinea cruris, Tinea manum e Tinea pedis), candidíase cutânea e ptiríase versicolor
2  

Advertências
1 Manter fora do alcance de crianças.
2


Referência: Formulário Nacional, 2ª edição – Farm. Bras. Resolução RDC nº 67, de 13 de novembro de 2011 (DOU nº 239, de 14 de dezembro de 2011, Seção 1, página. 52)
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Controle de Qualidade – Noções Básicas

- quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pipetas, Provetas e Buretas
Objetivo: Manusear aparelhos destinados a medir volume
Fundamentação Teórica
A medida precisa de volume é uma prática importante e muitos métodos analíticos, assim como na tecnologia farmacêutica no preparo de formulações.
O processo de medida de volumes de líquidos é uma prática trivial para o farmacêutico-magistral, porém, se não for feita com parcimônia pode acarretar em erros.
O instrumento de medição deve ser adequado ao volume a ser medido e a precisão desejada. Desta forma, para minimizar o erro, os instrumentos devem apresentar uma forma cilíndrica e a coluna de líquido formada deve ser a mais estreita possível. Assim sendo, um erro de leitura, será menor para a pipeta, intermediário para a proveta e maior para o cálice.
Segundo a USP, uma proveta graduada cilíndrica aceitável com 10 mL e diâmetro interno de 1,18 cm contêm 0,109 mL de líquido em cada 1 mm. Se o farmacêutico-magistal errou na leitura em 1 mm, causaria um erro de 1,09% ao medir 10 mL, 2,18% ao medir 5 mL e 10,9% ao medir 1 mL. Observando o fato, o instrumento de medida, deverá ter a capacidade igual ou pouco superior à quantidade a ser medida.
Conforme Goldstein e Mattocks, com base em um erro de leitura de 1 mm da marca e erro permissível de 2,5% e 5,0 %, as menores quantidades a serem medidas nas seguintes provetas cilíndricas graduadas, conhecidos os diâmetros internos, são as seguintes:
Proveta
Diâmetro interno
Desvio do volume real
Volume Mensurável mínimo
2,5 % de Erro
5,0 % de erro
5,0 mL
0,98 cm
0,075 mL
3,00 mL
1,50 mL
10,0 mL
1,18 cm
0,109 mL
4,36 mL
2,18 mL
25,0 mL
1,95 cm
0,296 mL
11,84 mL
5,92 mL
50,0 mL
2,24 cm
0,394 mL
15,76 mL
5,88 mL
100,0 mL
2,58 cm
0,522 mL
20,88 mL
10,44 mL

Qualquer que seja o instrumento de medida é importante assegurar que:
  • A medida deve ser realizada na vertical e a leitura feita no menisco;
  • O líquido deve ser cuidadosamente escoado até o completo esgotamento;
  • Evitar a utilização de diferentes instrumentos de medida em uma mesma formulação;
  • Selecionar, sempre, o menor instrumento para a medida, o mais próximo possível do volume desejado;
  • Quando medir líquidos viscosos, é necessário dar o tempo adequado para se proceder a leitura do menisco;
  • Caso o líquido a ser medido for muito viscoso, pode-se medir o volume pela diferença.
Os equipamentos para medidas confiáveis de volume usualmente utilizados são:
1- Pipetas:
As pipetas são tubos cilíndricos de vidro utilizados para transferir, ou seja, medir e escoar, determinados volumes de um líquido. Assim, as pipetas permitem a transferência de volumes conhecidos, com precisão, de um recipiente para outro.
Existem dois tipos fundamentais de pipetas:
· Pipeta Volumétrica ou de Transferência: São pipetas que transferem um volume fixo, único, entre 0,5 e 200 mL, apresentando códigos coloridos para facilitar a identificação do volume dispensado. São tubos cilíndricos de vidro com a ponta afilada, providas de um reservatório central, podendo ser de escoamento parcial ou total.
· Pipetas de Medida ou Calibradas: São pipetas aferidas em unidades convenientes para que permitam a dispensa de qualquer volume, até uma capacidade máxima, a qual pode variar entre 0,1 a 25 mL. Apresentam também graduações que podem ser decimais (1/10) ou centesimais (1/100) do milímetro. Também são confeccionadas em vidro em formato cilíndrico com a ponta afilada.
As pipetas volumétricas e calibradas são preenchidas até a sua marca de calibração na parede externa; a transferência do conteúdo da pipeta para o recipiente é dependente de cada caso.
Como existe uma atração entre a maioria dos líquidos e o vidro, uma pequena quantidade de líquido tende a ficar retida na ponta da pipeta, depois que a mesma é esvaziada. Este liquido residual em alguns casos pode ser soprado e em outros não.
2  - Provetas:
São cilindros graduados destinados a medir volumes aproximados de determinados líquidos. A graduação é variável de acordo com a capacidade máxima.

3 - Buretas:
As buretas são capazes de dispensar qualquer volume, até a sua capacidade máxima, sendo que estas apresentam uma precisão muito maior que a da pipeta, ou seja, são aparelhos volumétricos que medem volumes exatos.
A bureta consiste de um tubo cilíndrico graduado, de calibre uniforme na fração graduada, usado para conter uma solução titulante, mais um sistema de válvulas (torneira), pelo qual a vazão é controlada.
O sistema de válvula é o que diferencia os tipos de buretas. A mais utilizada na atualidade é equipada com uma torneira de vidro colocada dentro de um cilindro de vidro esmerilhado. Um lubrificante é colocado entre as paredes para selar a passagem do líquido, devendo ser executada uma cuidadosa limpeza após o uso para evitar possíveis travamentos. Torneiras de Teflon® são comumente utilizadas, pois não são afetadas pela maioria dos reagentes e dispensão as lubrificações.
As marcas de volume na parede externa destas vidrarias são aferidas com os equipamentos limpos. Assim um nível semelhante de limpeza é necessário para que estas marcas possam ser utilizadas com confiança, pois somente assim será formado um filme superficial uniforme do líquido. Portanto, a existência de poeira, óleo ou outro contaminante irá romper este filme, sendo esta uma indicação de que a superfície está “suja”.
A limpeza deve ser feita com uma solução aquecida de detergente com uma agitação suave e breve, evitando a formação de “bolhas”, a qual irá retirar a maioria dos contaminantes. Certifique-se que a vidraria está limpa observando o filme de água na parede, o qual deve ser homogêneo, ou seja, sem há ruptura do filme. Depois de limpo, a vidraria deve ser enxaguada abundantemente com água de torneira e após com água destilada por duas a três vezes. Raramente é necessário secar vidraria volumétrica.
Ao adicionarmos um líquido em um tubo estreito este exibe uma curvatura marcante que é denominada de Menisco (Fig 01 a). Comumente é utilizada a parte inferior do menisco como ponto de referencia na aferição e no uso de equipamento volumétrico. Este ponto mínimo pode ser mais bem visualizado segurando-se um cartão de papel opaco atrás da coluna graduada (Fig 01 b).
Ao ler o volume, seu olho deve estar no nível da superfície do líquido para assim evitar um erro devido à paralaxe. O erro de Paralaxe é um fenômeno que pode provocar uma leitura: (a) do volume menor que seu valor real se o menisco for “olhado” por cima da superfície e (b e c) do volume maior se o menisco for “olhado” abaixo da superfície do líquido (Fig 01 d).

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a)
clip_image004[7]
b)
c)clip_image006[7] d)clip_image008[7]
Figura 01: a) Menisco; b e c) Leitura do Mensico; d) Erro de Paralaxe.

Procedimento:
1 - Uso de Pipetas
Introduzir a ponta inferior da pipeta (ponta da pipeta) no líquido, nem superficialmente, nem profundamente demais, ou seja, no meio da solução ou líquido que deseja transferir
Aspirar o líquido até uma altura superior a marca de aferição ou ao “Zero”, respectivamente na pipeta volumétrica e na pipeta graduada.
Vedar a parte superior da pipeta com o dedo indicador impedindo a liberação do líquido. Certifique que não há bolhas no líquido e nem espuma em sua superfície. Retirá-la do líquido, e inclinar um pouco enxugando a parede externa com papel absorvente.
Tocar a ponta da pipeta no recipiente para ajustar o nível do líquido ao traço de referência superior, deixando o líquido escoar vagarosamente, dando uma ligeira folga na pressão exercida pelo seu dedo indicador, deixando-a na posição vertical.
Então coloque a ponta da pipeta dentro do frasco receptor (onde se deseja transferir o líquido) e deixe o líquido escorrer vagarosamente como descrito acima, até o volume desejado. A seguir vede novamente a parte superior com o indicador e retire a pipeta do frasco receptor.
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Figura 02: Técnica de Pipetagem

2 - Uso de Buretas
Antes de usada a bureta deve estar muito limpa e a torneira lubrificada com graxa especifica.
Montar a bureta em suporte adequado de maneira que a torneira fique voltada para baixo e para o lado direito (Fig 04).
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Figura 04: Montagem da Bureta.

Certifique-se que a torneira esteja fechada. Adicione 5 a 10 mL do titulante e cuidadosamente rode a bureta para molhar seu interior completamente. Deixe o líquido escoar através da torneira. Repita este procedimento pelo menos duas vezes.
Então encha a bureta bem acima da marca do “Zero”. Libere as bolhas de ar que existam na ponta da bureta rodando rapidamente a torneira, e permitindo, assim que pequenas quantidades do titulante passem pela ponta e arraste o ar. Finalmente, abaixe o nível do líquido até a marca do “Zero”. Após enxuga-se a extremidade externa da ponta da bureta com papel absorvente, tomando cuidado para que este não absorva o conteúdo do líquido na ponta da bureta. Manusear a torneira com a mão esquerda como a figura abaixo.
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Figura 05: Manuseio correto da torneira da bureta

O desenho exemplifica o método mais adequado para a manipulação da torneira da bureta. Quando a mão é colocada desta forma, qualquer tendência para movimentos laterais pela torneira será na direção de firmá-la.
Então proceda a marcação de volume necessária, escoando, lentamente, o líquido da bureta.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Controle de Qualidade – Controle da Qualidade da Água - 2

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Controle de Qualidade - Volumetria

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Controle de qualidade 4 - Handbook of Pharmaceutical Excipients

- quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Handbook of Pharmaceutical Excipients é um guia completo para excipientes farmacêuticos: usos, propriedades e segurança. É uma referência essencial para todos os envolvidos no desenvolvimento, produção, controle ou regulação de produtos farmacêuticos.

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